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sábado, 29 de dezembro de 2012



Viver

Natal, 29 de Dezembro de 2012 | Atualizado às 12:43

Cascudo: um poeta no inferno da biblioteca

Publicação: 29 de Dezembro de 2012 às 00:00
Tribuna do Norte
Yuno Silva - Repórter

Arquivo TNMesmo sem ter sido publicada, obra poética de Câmara Cascudo começa a ganhar novas conexões dentro do panorama do modernismo e autores latinos
Mesmo sem ter sido publicada, obra poética de Câmara Cascudo começa a ganhar novas conexões dentro do panorama do modernismo e autores latinos
Conhecido e reconhecido como professor universitário, escritor, historiador e pesquisador das manifestações culturais e tradições brasileiras, aos poucos uma outra faceta de Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) começa a ganhar holofotes: sua produção poética. Cascudo não só se aventurou pelos campos da poesia como foi além ao manter laços com o Modernismo e alguns de seus principais pensadores como Mário de Andrade e Manuel Bandeira. Como se não bastasse incluir Natal no mapa intelectual brasileiro em plena década de 1920, quando a cidade tinha menos de 40 mil habitantes, Cascudo também foi responsável pela inauguração da poesia visual no Rio Grande do Norte em 1926 com "Não gosto de sertão verde" - um ano antes de Jorge Fernandes publicar "Rede". 

Vale salientar que a abordagem desse assunto, neste sábado dia 29, é proposital: Cascudo nasceu no dia 30 de dezembro há exatos 114 anos, e nada melhor que revelar um lado ainda pouco conhecido do mais importante intelectual potiguar do século 20 para manter aquecida a memória em torno de seu legado literário.

Curiosamente Cascudo não lançou livros de poemas, pelo contrário, escondeu de tudo e de todos, e até dele próprio uma obra que já tinha até nome: "Brouhaha". O fato é que sua produção poética, de vozes negras e índias, pode estar perdida em meio ao imenso acervo guardado (e ainda não organizado) no Ludovicus - Instituto Câmara Cascudo; e é aí que entra o trabalho investigativo de Dácio Galvão, autor da tese de Doutorado "O poeta Câmara Cascudo: um livro no inferno da biblioteca". Para Dácio, um dos motivos que tentam explicar a não publicação do livro são as críticas feitas por Mário de Andrade aos quatro primeiros  poemas produzidos por Cascudo.

Dácio Galvão explica que o título remete a uma carta de Cascudo para Mário de Andrade, onde ele afirma que vai "colocar o livro no inferno da biblioteca", no limbo. "Uma atitude entre um agastamento, uma brincadeira e uma seriedade", aposta. "Quando Mário de Andrade leu os poemas fez algumas observações críticas que, dizem, podem ter desmotivado Cascudo, mas não acredito nisso. Mário era polemista, criticava todo mundo, prova disso é que 'Não gosto de sertão verde' (dedicado a Manuel bandeira) foi publicado tal qual havia sido escrito". Na época Mário co-editava a revista Terra Roxa e Outras Terras.

Galvão apurou, através da troca de cartas travada entre Cascudo e Mário, que o potiguar não aceitou as observações nem cedeu em nada do que havia sido proposto pelo colega paulistano. "Na verdade Cascudo demonstra uma grande consciência quanto as estripulias visuais de 'Não gosto...', que inaugura o poema visual no RN". Dácio verifica que a crítica de Mário de Andrade se mostra contraditória, pois o texto foi enviado para Manoel Bandeira com muitos elogios. "O próprio Bandeira também achou maravilhoso".

Júnior SantosDácio Galvão: trabalho lança luz a um Cascudo modernista e sintonizado com as vanguardas
Dácio Galvão: trabalho lança luz a um Cascudo modernista e sintonizado com as vanguardas
RELEVÂNCIA
A tese de Doutorado surge de uma preocupação pessoal de Dácio Galvão, que já havia estudado a poesia concreta e a Poema/Processo durante o Mestrado. "Nesse primeiro estudo, o recorte temporal limita-se ao intervalo entre os anos 1950 e 70. Senti necessidade de ir um pouco mais atrás (de 1922 a 50)", esclarece. Apesar da pequena amostragem, Galvão cruza uma série de informações aos nove poemas de Cascudo que contextualizam todo um panorama Modernista.

No estudo, as poesias são catalogadas em três ciclos: sertanejo, colonização e modernista. "Minha pesquisa confere uma outra maneira de olhar a produção poética de Cascudo. Ele estava antenado com o que estava acontecendo no resto do Brasil e não brincava em serviço", sentencia. Já o quarto ciclo do Cascudo poeta é sua verve como tradutor, sendo pioneiro na tradução do norte-americano Walt Whitman. Ainda há duas poesias inéditas, que só se tem conhecimento dos títulos: "Feitiço" e "Sentimental Epigrama para Prajadipock Rei de Sião".

De acordo com Dácio Galvão, a grande relevância da pesquisa é a possibilidade de revelar o Cascudo poeta, capítulo essencial para se compreender sua obra na totalidade. "Esse estudo lança luz sobre um poeta modernista, e me interessou demonstrar que o Modernismo estava presente no RN, caracterizado por ações difusas", avalia. A pesquisa em torno da poética cascudiana começou em 2004; e em 2005 é lançado o CD "Cascudo poeta e leitor de poesia".

Dácio obteve autorização da família de Mário de Andrade, em São Paulo, e da de Cascudo aqui em Natal para consultar o acervo. As cartas trocadas por eles entre 1924 e 44 foram organizadas em um livro, por Marcos Antônio de Moraes, que acabou ganhando o Prêmio Jabuti na categoria Teoria/Crítica Literária.

Novidades para 2013 e acervo digital disponível em fevereiro
A pista para encontrar o livro de poemas "Brouhaha" foi revelada, agora resta encontrar o material no meio dos cerca de 10 mil documentos que ainda faltam ser organizados e digitalizados pelo Ludovicus - Instituto Câmara Cascudo. "Ninguém nunca encontrou este livro, e acabei com a responsabilidade", disse a neta Daliana Cascudo, diretora do Instituto. "A possibilidade de se resgatar esse livro do 'inferno da biblioteca', como disse vovô na carta para Mário de Andrade, são reais, pois ele era muito cuidadoso, meticuloso com suas coisas, e acredito que ele tenha guardado, nem que esteja todo separado".
Aldair DantasDaliana Cascudo diz que livro poético ainda não foi resgatado, mas digitalização das cartas está concluída
Daliana Cascudo diz que livro poético ainda não foi resgatado, mas digitalização das cartas está concluída

Daliana adianta que, após disponibilizar para consulta o acervo com as 26 mil cartas digitalizadas, irá procurar o livro inédito. A previsão é que o material esteja disponível em fevereiro - foi montada uma sala com três computadores para atender pesquisadores interessados. O acervo não será publicado na íntegra na internet, justamente para gerar interesse e movimento no Instituto. Os cerca de 10 mil volumes da biblioteca particular de Cascudo também podem ser consultados. "O que está faltando é organizar os documentos, que contém recortes, manuscritos e originais datilografados. A expectativa é que o livro de poesias está nesse meio".

A neta de Cascudo informou que a Editora Global irá reeditar o livro "Folclore do Brasil", lançado em 1977. Também foi lançado este ano o livro infantil "Cascudinho - o menino feliz" e há outra pesquisa em curso sobre a troca de cartas entre Cascudo e o escritor pernambucano Joaquim Inojosa, sob os cuidados do professor Humberto Hermenegildo de Araújo, do Departamento de Letras da UFRN.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O NATAL DE SÃO FRANCISCO E DO POETA HORÁCIO PAIVA 

 -São Francisco refletia sobre as chagas de Jesus e a esperar se quedava transido de frio e jejum.
“- medito em profundo silêncio e solidão!
 
 -Que procurais São Francisco nesta noite de Natal? A quem chamais, pobrezinho na noite fria de Assis? 
“ - Procuro pelos desvalidos deste mundo”

 -Já não tendes o presépio e vossa fé bem plantada? Vosso bordão, vosso hábito e as vossas orações? 
“-Sim, tenho tudo isso. Contudo, preciso buscar a todos,
Para que não se perca nenhum”
 -As sete chagas chamais de Nosso Senhor Jesus Cristo profundo e simples quereis compartir a sua sorte. 
“-Sim, o Verbo é simples!”
 -Há uma estrela a guiar o caminho até as chagas há o sangue derramado sobre a neve sossegada. 
“- Sim,o seu sangue não foi em vão. Sobre a neve  nascerão rosas e Esperança”.

 (Horácio Paiva - Natal de 2012)
                (  Eduardo Gosson – Natal de 2012)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012


MENSAGEM DO PRESIDENTE DA UBE/RN - CRÔNICA DO NATAL
Por  Eduardo Gosson
                            
Em Natal tem um poeta – Joâo  Andrade – que nasceu no mês de dezembro; por isso, quando as luzes se acendem para reverenciar o  Menino Jesus, ele pensa que a cidade se enfeita para saudá-lo. Bom pensamento, meu poeta. Afinal, os poetas e Jesus merecem porque  ambos conseguem ver na escuridão, senão vejamos:
Poetas: “sou uma sombra/venho de outras eras/do cosmopolitismo das moneras” (Augusto dos Anjos)
Jesus: “o meu reino não é deste mundo”
Poetas: “Mas, ainda há tempo, ainda há planos de voltar ao ponto da estrada” (Lívio Oliveira)
Jesus: “larga tudo e siga-me”
Poetas: “morrer nesta vida não é difícil/difícil é a vida e o seu ofício” (Maiakoviski)
Jesus: “ no mundo tereis aflições”.
Poetas: “em vez do rosto viu a alegria no coração” (Gilberto Avelino)
Jesus: “para entrar no meu Reino, é preciso nascer de novo”
Poetas: “salto esculpido sobre o vão/de concreto e aço/ onde não permaneço  -
Passo” (Zila Mamede)
Jesus: “ Eu sou a resplandecente estrela da manhã”.
Meu caro leitor: que neste Natal coloquemos em definitivo a poesia e Jesus em nossas
Vidas.
É preciso tão pouco para ser feliz!
*Poeta, o resto é disfarce!

sábado, 24 de novembro de 2012

Luiz Gonzaga e outras poesias.


Zé Praxédi
por Leide Câmara
 
Foto capa livro/divulgação
Zépraxédi (O Poeta Vaqueiro) ao escrever “Luiz Gonzaga e outras poesias“ jamais pensou que entraria para história como autor da primeira biografia em versos do Rei do Baião. E disse bonito, bem ao seu estilo de poeta, que tão bem conhecia o Nordeste, Luiz Lua Gonzaga, o sertão, seu povo e sua gente. Com prefácio de Luiz da Câmara Cascudo e com o apoio de outro potiguar, João Café Filho (Vice-Presidente da República), a obra foi publicada pela Continental Artes Gráficas, de São Paulo/SP, em 1952.
 
Praxédi parecia adivinhar que  o ícone que Luiz Gonzaga mais tarde se tornaria, pois em sua última estrofe do  poema biografia finaliza assim “... Mas o TITO, que me abrange, minha arma, meu coração, foi dado pelo povo da praça e do meu sertão. É a voz do meu Brazí: GONZAGA O REI DO BAIÃO”. E foi mesmo consagrado pelo povo como a maior expressão da música nordestina. Luiz criou um estilo ao se caracterizar com a indumentária do nordestino e cangaceiro em suas apresentações. Transformou costumes com o xote e o baião e fez mudanças para estória da música brasileira divulgando o Nordeste e nacionalizando o forró. Imortalizou a trilogia do baião - Luiz Gonzaga, Zé Dantas e Humberto Teixeira, que até hoje é seguido por legiões de fãs que cultuam sua memória e sua obra, que é um patrimônio imensurável.
 
 
O Sebo Vermelho, leia-se Abimael Silva, para comemorar o centenário de nascimento do Rei do Baião (13 de dezembro de 1912 – 13 de dezembro de 2012) publicou uma edição Fac-similar do livro de Zépraxédi (O Poeta Vaqueiro) “Luiz Gonzaga e outras poesias”, uma obra rara que tem sessenta anos. O livro chegará a mãos de apreciadores tanto de Luiz Gonzaga quanto de Zé Praxédi.
 
Uma memória  histórica
 
José Praxedes Barreto nasceu na Fazenda Espinheiro, Angicos (RN), em 15 de novembro de 1916 e faleceu no Rio de Janeiro em 16 de março de 1982. Compositor, intérprete, escritor, poeta, radialista, cordelista e jornalista (filiado a Associação Brasileira de Impressa - ABI/RJ em 1955). Era o primeiro dos seis filhos do casal Francisco Praxédes Barreto (nasceu em Martins/RN e faleceu em Currais Novos/RN) e Maria Segunda Praxédes Barreto (nasceu em Martins/RN em dezembro de 1900 e faleceu em Natal/RN em 23 de junho de 1975).
 
José Praxédes casou em 1941 com Hilda Pinheiro Barreto, com quem teve um único filho, José Praxédes Barreto Júnior (Bahia/BA em 09 de novembro de 1947) que reside no Rio de Janeiro. Zé Praxedes foi morar no Rio de Janeiro em 1950 e no ano seguinte, com o patrocínio de João Café Filho, ele e Luiz Gonzaga fizeram uma consagradora apresentação no Teatro Copacabana.
 
Foi contratado pela Rádio Nacional, onde apresentou por muitos anos o Programa “Sertão é assim”, todos os dias às 6 horas da manhã, era um momento em que os nordestinos ausentes conseguiam matar a saudade de sua gente. O programa dava grande audiência e isso foi muito importante para conseguir patrocinadores e mantê-lo no ar. [com post na página do Sebo Vermelho]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 11/24/2012 09:30:00 AM

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Carta-histórico da UBE/RN.


                               CARTA  NATALINA  AOS ESCRITORES DA UBE/RN (*)
                                             “quem faz aquilo que pode, faz o que deve” (Miguel Torga)

                                                                     Prezado (a) Confrade ou Confreira:

                                                           É com imensa alegria que me dirijo a Vossa Senhoria para avivar alguns fatos relacionados à história de representação  do órgão de classe dos escritores – UBE – que no dia 14 de agosto deste ano completou 53 anos de vida e ao final agradecer-lhe pela confiança em mim depositada.
                                                        O escritor Francisco Martins, pesquisando na biblioteca da Academia Norte- Rio-Grandense de Letras do RN, descobriu uma pasta com importantes documentos: ofícios, recortes de jornal, estatuto e um extrato de ata confirmando a data de 14 de agosto de 1959, às 20h50, no Instituto Histórico e Geográfico do RN  como a data oficial de fundação da União Brasileira de Escritores, secção do Rio grande do Norte. Portanto, há cinqüenta e três anos e não conforme livro de atas (segunda fase) que indicava 16 de novembro de 1984  no Salão dos Grandes Atos da Fundação José Augusto com a presença de Fagundes de Menezes. Assim, a UBE/RN  tem três fases:  1ª fase (14.08.1959), 2ª fase (16.11.1984) e 3ª fase (23.03.2006).
                                                     1ª fase. A idéia partiu do jornalista, escritor e magistrado Edgar Barbosa durante a Semana de Estudos Euclidianos, promovida em Natal/RN, com o apoio de diversas instituições. Na histórica reunião de 14 de agosto  de 1959, às 20h50, no IHGRN com a presença do escritor Umberto Peregrino,  Aldo Fernandes, Edgar Barbosa,  Alvamar Furtado, Grimaldi Ribeiro, Dióscoro Vale, Raimundo Nonato e Manoel  Rodrigues. A diretoria aclamada para a organização da UBE – Secção do  Rio Grande do Norte – ficou assim constituída: Raimundo Nonato – Presidente; Manoel Rodrigues de Melo, Vice-Presidente e Afonso Laurentino - Secretário . Essa Diretoria Provisória preparou o Estatuto e organizou o processo eleitoral em  14.11.1959, três meses depois, sendo eleitos os seguintes escritores para o biênio 1960/1961:
                                       (1ª Diretoria)

 Raimundo  Nonato da Silva, Presidente;  Paulo Viveiros, 1º Vice-Presidente; Manoel Rodrigues de Melo, 2º Vice-Presidente; José Saturnino de Paiva, 3º Vice-PresidenteAfonso Laurentino Ramos, Secretário  Geral; Berilo Wanderley, 1º Secretário; Leonardo Bezerra, 2º Secretário; Antídio de  Azevedo, 1º Tesoureiro; Jaime dos G. Wanderley, 2º Tesoureiro.
Conselho Fiscal:  Câmara Cascudo,Edgar Barbosa , Alvamar Furtado, Esmeraldo Siqueira e Américo de Oliveira Costa.
Vogais: Antônio Soares Filho, Vingt-un-Rosado,  Jurandir Barroso , Zila Mamede e Veríssimo de Melo.
               Através de um Comunicado endereçado ao Presidente da UBE nacional , escritor Peregrino  Júnior, datado de 19.11.1959, o presidente da UBE/RN, escritor Raimundo Nonato da Silva  comunica da eleição da 1ª diretoria da entidade, bem como solicita a filiação da UBE/RN à UBE, com sede no Rio de Janeiro.
                       Em 21.01.1960 foi fundada uma sub-seção da UBE/RN em Mossoró/RN: Jaime Hipólito Dantas, João Batista Rodrigues, Vingt-un Rosado e Manoel  Leonardo Nogueira.
                      Outra curiosidade: o Estatuto tinha 3 tipos de sócios:1. Sócios Efetivos (fundadores e efetivos). 2. Sócios Honorários e 3.  Sócios Beneméritos.

                                      2º fase. Inicia-se com a vinda de Fagundes de Menezes em 16.11.1984,   no Salão dos Grandes Atos da Fundação José Augusto, na presença de  18 intelectuais. Curioso notar que a escritora Zila Mamede  participou das duas fases, sendo inclusive  Vogal da 1ª Diretoria da UBE (1960/1961) e sócia fundadora na segunda fase. Outra curiosidade: Dom Nivaldo Monte também participou das duas fases.

                                       3ª fase. Inicia-se em 23 de março de 2006 com uma reunião de reorganização, na sede da Academia Norte -rio-grandense de Letras, contando com a presença de sete escritores e mais um na reunião seguinte; e vem até os dias atuais: Anna Maria Cascudo Barreto, Eduardo Antonio Gosson, Lívio Oliveira, Pedro Vicente da  Costa Sobrinho, Nelson Patriota,  Manoel  Onofre de Souza Júnior,  Racine Santos e Carlos Roberto de Miranda Gomes. Lívio ficou exatamente um  ano e nove meses até que, por motivos particulares, renunciou ao cargo de presidente. Nesse pequeno  tempo fez coisas relevantes, destacando-se o encaminhamento aos deputados José Dias e Fernando Mineiro de uma minuta da Lei do Livro (Lei nº 9.105/2008 - Henrique Castriciano) e que o governo passado e o atual  não implementaram. Em seguida, a direção passou para mim que, com valorosos companheiros, venho    navegando em mar revolto, sem ter medo de chegar.
                                                      Nesses cinco anos (2008/2009 - Diretoria Provisória; 2010/2011- Diretoria Eleita); 2012-2013- Diretoria Releita, reconstruí tijolo por tijolo a UBE/RN: 1. Legalização completa (registro cartorial, CNPJ, conta bancária, utilidade pública Municipal, Estadual e, em breve, Federal); 2. Realização do I, II, III,  IV e V Encontro Potiguar de Escritores;  3. Participação na elaboração da lei nº 9.169/2009 (lei das leituras literárias nas escolas públicas; 4. Campanha de Valorização da Literatura Potiguar (2010) em parceria com o Tribunal de Justiça do RN; 5. Criação do Prêmio Literário Escritor Eulício Faria de Lacerda 2011 (1ª edição) que premiou um jovem escritor Paulo Caldas Neto (1º) e  um escritor veterano Racine Santos(2º); 6. Criação do Plano Editorial 2012 que  previu a publicação de 12 obras durante o ano e a edição completa da obra do escritor Eulício  Faria de Lacerda, inclusive acrescentando o romance  A Terceira Manhã  que se encontrava perdido (dos 12 previstos publicamos 09) . 7. Realização da transferência do domínio do jornal O Galo da FJA para a UBE (aprovado na lei Djalma Maranhão está em fase de captação de recursos);  8. Criação do selo editorial Nave da Palavra; 9. criação de um site: www.ubern.org.br;  10. criação de um blog: blogubern.blogspot.com.br

                                                           Pode parecer pouco...  Mais não é: sobretudo num país onde a Cultura é um produto de elite e se luta por coisas básicas como a implantação do Plano Nacional de Cultura e por uma Proposta de Emenda Constitucional – PEC 150 – desde 2003.  O Fundo de Cultura, embutido nesta emenda,  define os recursos nas três esferas de governo (federal,2%; estadual,1,5% e municipal,1%). Para agilizar a sua tramitação foi criada a Frente Parlamentar da Cultura, que tem na presidência a deputada federal Fátima Bezerra.
                                            Chegar até aqui  para mim não foi fácil: perdi um filho tragicamente em maio deste ano,  agravamento da minha saúde (Mal de Parkinson), falta freqüente de medicamentos na UNICAT, dificuldades financeiras geradas por medicamentos caríssimos (os três medicamentos que tomo custam R$  1.400,00 ). Apesar das pedras no caminho, julgo um ano vitorioso: a UBE cresceu (130 sócios), a UBE publicou 9 livros dos 12 projetados, realizei o V Encontro Potiguar de Escritores – V EPE (o melhor dos cinco em organização e freqüência) e agora na reta final de novembro haverá três lançamentos de livros: 27(Patronos Escolares), 28 (Memórias de uma Tríplice Jornada) e 29 (Cotidianas).
                          No dia 06 de Dezembro ainda realizarei um Ciclo de Estudos Bartolomeu Correia de Melo seguido de dois  lançamentos: 01.A Onça Braba e o Cachorro Velho - livro infantil de Bartolomeu ; e 2. Louvor de Bartolomeu Correia de Melo (fortuna crítica) organizado pelos escritores Nelson Patriota e Manoel Marques Filho.
                        Por último,  agradeço o apoio dos meus pares da Diretoria. Como ninguém é de ferro, no dia 13, às 18horas, no restaurante Mangai, farei a  CONFRATERNIZAÇAO NATALINA da UBE no sistema cada um paga o seu. Espero contar com o confrade e a confreira, para juntos, celebrarmos a vida! Desde já desejo UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO!
Um grande abraço do  Eduardo Gosson
(*) Texto republicado por conter incorreções

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Vovó Nati 

Poema de Paulo Alfredo Simonetti Gomes, filho do
 1º filho de Maria Natividade Cortez Gomes( 1914-1989), Cleando Cortez Gomes (1931-2008).

Ainda hoje, visitei a velha casa,
Da qual minha avó era senhora.
Ainda hoje...
Vem em mim um pensamento...
E do peito, um verdadeiro grito,
Sem choro e ainda mais violento,
Lembrar a figura forte,
Quase infinita,
Da minha vó no rumor do vento.

Qual o velho cajueiro,
Fostes árvore, galho e ninho.
Um diverso querer,
Um não desistir de tentar,
A fazer de certo, os tortos caminhos.

Ter tanto filhos,
Tantos desejos idos...
Diversos filhos,
Poesia pura.
Encontrar a força de seguir sozinha,
Ave que se aninha,
No tempo de viver, madura.

Em letras se fez criança.
Em si, infância perdida.
Esposa, mãe, mulher,
Escritora, avó e vida.
Envelheceu como forte árvore,
Frondosos galhos abrigando aves,
Vida e concerto de velhas cantigas.

Ainda hoje eu visitei...
Me lembrei...

Vendam esta casa vinda de outras eras,
Fantasma e lembranças,
Avó e recordações em purpurina.
Da sala de visita a sala de jantar,
Um piano toca até o fim dos tempos.
No quarto,
Uma mãe parindo sempre uma criança.
Lágrimas luminosas insistem em jorrar, onde não posso vê-las.
Dentro de mim,
Em um jardim de pedras.

Olhem esta casa...
Da qual minha já foi senhora.
Já foi grande
E agora se encontra em ruínas.
Um dia consolou os que padecem.
Hoje, encontrou uma outra sina.
Fortaleza, 28 de outubro de 2012.
Nati Cortez e as netas Aleika e Emanuele, no jardim de sua casa na rua Felipe Camarão, 453, Cidade Alta, Natal/RN.

QUARTA-FEIRA, 7 DE NOVEMBRO DE 2012




INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE 
TEM NOVA DIRETORIA E CONSELHO FISCAL


Ontem, em reunião de Assembleia Geral Ordinária na sua tradicional sede da Rua da Conceição, 622 - Cidade Alta, presidida pelo Escritor Jurandyr Navarro da Costa, o IHGRN, por aclamação, elegeu a sua nova Diretoria e Conselho Fiscal para o triênio 2013-2915, assim compostos:


DIRETORIA:
1.Presidente: VALÉRIO ALFREDO MESQUITA; 
2.Vice-Presidente: ORMUZ BARBALHO SIMONETTI; 
3.Secretário-Geral: CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES; 4.Secretário-Adjunto: ODÚLIO BOTELHO MEDEIROS; 
5.Diretor Financeiro: GEORGE ANTÔNIO DE OLIVEIRA VERAS; 6.Diretor Financeiro Adjunto: EDUARDO GOSSON; 
7.Orador: JOSÉ ADALBERTO TARGINO ARAÚJO; 
8.Diretor da Biblioteca, Arquivo e Museu: EDGAR DANTAS RAMALHO DANTAS; 
CONSELHO FISCAL: 
1.EIDER FURTADO DE MENDONÇA E MENEZES, Membro titular; 2.PAULO PEREIRA DOS SANTOS, Membro titular; 
3.TOMISLAV R. FEMENICK, Membro titular; 
4.LÚCIA HELENA PEREIRA, Membro suplente.

A sessão cumpriu precisamente a Convocação publicada no Diário Oficial do Estado, edição do dia 31 de outubro do ano corrente, da Presidência, sob o fundamento das disposições combinadas dos artigos 11 e 15, “b” do Estatuto e ocorreu em total harmonia e confraternização. a posse ocorrerá no dia 29 de março de 2013, data de aniversário da Casa da Memória, em sessão solene na sede da Entidade, conforme oportunamente será divulgado, com a respectiva transmissão do cargo para o novo Presidente Valério Alfredo Mesquita.
Em breves palavras o Presidente Jurandyr Navarro da Costa agradeceu a presença de todos. 
Resposta rápida

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


EU NÃO SABIA QUE DOÍA TANTO – 14
Por Eduardo Gosson

Hoje, no Calendário, comemora-se o Dia de Finados: 2 de Novembro. O Poder Público e a iniciativa privada preparam os Cemitérios para receberem as pessoas que vão referenciar os seus mortos. Os rituais mudam conforme as crenças.
Preparo-me e vou visitar os meus mortos já que “a morte existe, os mortos não” como bem definiu o  Mestre Cascudo. No Cemitério do Alecrim estão os restos mortais de: avô, avó, pai, tios; em Emaús, mãe e tios; em Nova Descoberta, ao pé das dunas, em silêncio profundo, sem direito ao sim e ao não, jaz o meu filho Fausto Gosson, arrebatado desta vida em 26 de maio deste ano de 2012.
Filho amado, tua mãe, filhas, eu e teu irmão gêmeo Thiago não sabemos medir a extensão desta dor. Por isso, levamos flores para enfeitar a tua nova morada. Em cada flor um simbolismo: as amarelas celebram a tua amizade; as brancas, o teu coração de paz; as azuis a tua solidão e as vermelhas a nosso amor. Descanse em paz meu menino, já que neste mundo a vida   foi-te  dura.Que a paz do Senhor esteja contigo por todo o sempre!
Eu não sabia que doía tanto!
(*) Poeta, preside a União Brasileira de Escritores – UBE/RN.

Em memória de Nati Cortez.


POR O SANTO OFÍCIO | 30 OUTUBRO, 2012 - EM MEMÓRIA DE NATI CORTEZ*

Flagrante de solenidade na Academia de Letras; ao microfone, Franklin Jorge
Essas coisas vos escrevemos, para que nossa alegria seja completa.
João, 1-4.
Senhoras e Senhores:
Animado pelo impulso da oportunidade, eis-me aqui, honrado com o convite feito pelo jornalista Luiz Gonzaga Cortez Gomes para prestar depoimento nessa celebração em memória de Maria Natividade Cortez Gomes, escritora natalense, vocacionalmente dramaturga e trovadora, uma dessas inteligências cheias de vida.
Tenho-a ainda muito viva na lembrança, sempre entusiasmada e cheia de fé, urdindo suas peças e escritos líricos. Perita na arte do bate-papo, às vezes se referia a alguém que tinha boa palestra, como um causeur. Amava a França e, como muitos franceses, tinha o espírito em alta conta. Era uma mulher muito prática que educou e formou seus filhos. E agora, já avó, quando a conheci, entregava-se aos deleites do pensamento.
Ainda me lembro perfeitamente de como a conheci, em fins dos anos 60 ou em princípios dos 70, antecipadamente, por informação de uma nossa amiga em comum, a escritora Maria Eugênia Maceira Montenegro, mineira de Lavras que se tornara norte-rio-grandense do Assu, uma constante e fiel divulgadora do teatro e das peças que escreveu – e em grande parte continuam inéditas – da nossa homenageada desta noite solene.
Voltava Dona Gena (Maria Eugênia) de Natal para o Assu, onde viveu por mais de 60 anos, e se mostrava encantada com a leitura de “A guerra dos Planetas”, peça então recém-escrita por Natí, que inaugurava-se assim como autora dum “teatro espacial” composto por outras peças do gênero, como “Diálogo das Estrelas”; enfim, como uma dramaturga que bebia e se nutria de sua paixão pelos estudos de Astronomia e Ufologia, temas recorrentes naqueles anos ainda próximos da conquista da Lua pelos americanos, em 1969.
Dona Gena não escondia seu entusiasmo – esse entusiasmo que para Baudelaire seria prova de talento – e, enquanto jantávamos em torno daquela comprida mesa patriarcal, fazia-me eu também, então um jovem melancólico e idealista, participante daquela euforia que costuma se manifestar em gente de categoria, e, naquele instante mágico, ao ouvir aquela bela senhora que reconhecia como amiga e mestra – exaltando o talento da amiga que viria a ser minha amiga também-, pensava gravemente nos antigos; esses sábios que consideravam os amigos indispensáveis à vida humana.
Sentia-me contaminado, sobretudo, por esse júbilo misterioso que produz o talento; o talento que Dona Gena exaltava em Natí Cortez, dotada, como poucos, para o teatro e –, virtude não menos preciosa –, abençoada com uma prolífica maternidade. Foi mãe de 24 filhos.
Assim, voltando eu para Natal, como o feliz portador das notícias de Maria Eugênia, que ficara no Assu, fui visitá-la à Rua Felipe Camarão 453, Cidade Alta, bairro em torno do qual surgiu nossa bela cidade natal. Um casarão recuado com alpendres, numa reminiscência sertaneja, para mim, empática e afetiva, pois lembrei-me imediatamente de minha infância no Estevam.
Logo, ao ver-me, surpreendendo-se com minha extrema juventude e fervor pela vida da inteligência, fez-se também minha amiga. De minha parte, encantou-me sua verve poética e a atenção que dispensava àquele jovem que fui, todo imbuído de literatura e utopias.
Lembro-me de Dona Nati em sua sala, onde havia um piano encostado na parede, como uma professora ou uma atriz em seus domínios, dramaticamente vivenciando seus relatos – os relatos de uma mulher que fora escolhida pelo teatro. Deliciou-me seu espírito, sua memória quase infinita, o enlevo com que evocava a crônica secreta de Natal e seu talento histriônico, essa verve com que insuflava vida em personagens que em seu tempo de menina viu e conheceu em trânsito pelas ruas de Natal; uma pessoa, repito, dotada daquela vontade de comunicação ilimitada que se traduz em talento.
Confesso publicamente minha dívida intelectual com essas duas mulheres às quais, aqui, tenho me referido: Natí Cortez e Maria Eugenia, ambas amigas de muitos anos, e eu – aquele jovem que estudava e sabia ouvir os mais velhos com atenção e proveito -, amigo delas.
Tínhamos em comum, Dona Natí e eu, a coincidência de termos nascido no mesmo dia 8 de Setembro, consagrado à Natividade de Nossa Senhora, uma data sublime para os católicos. Acrescente-se a esse simbolismo, no meu caso em particular, ter nascido no Ceará Mirim, aquele antigo burgo cuja paróquia é consagrada a Nossa Senhora da Conceição…
Natí Cortez abriu-me as portas de uma Natal pretérita e cheia de vida e acontecências que muito me encantaram e aguçaram em mim a curiosidade acerca de uma história que subjaz no imaginário coletivo da cidade. Por ela, soube histórias velhíssimas, curiosas e pitorescas, remanescentes de uma crônica que jazia esquecida nos desvãos e escaninhos de sua memória hospitaleira.
Quisera puder estender-me um pouco mais na evocação dessa escritora que se tornou testemunha generosa de seu tempo que se conta em oito décadas. Quero, porém, poupar-me do desgosto de, involuntariamente, provocar o sono em tão distintos pacientes. Concluo, pois, estas palavras citando uns versos de autoria de Ana Maria Cortez, uma das filhas de nossa homenageada, há muitos anos uma cidadã francesa:
“Através da vida de nossos mortos, vemos/ os trajetos e a morte inevitável. Estando em vida/ e sendo mortal, um ser procura estar em vida e nunca ser mortal” – In “A Poesia é uma História para Contar” (Editora Quarteto,Salvador, 2010).
MUITO OBRIGADO.

* Palavras lidas pelo autor [Franklin Jorge] na noite de 28 de Outubro na Academia Norte-rio-grandense de Letras, em Natal

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Escritores homenageia Nati Cortez, Otto Guerra e Bartolomeu de Melo.


QUARTA-FEIRA, 31 DE OUTUBRO DE 2012


UBE homenageiam a poetisa Nati Cortez.

Na programação da abertura do V Encontro de Escritores Potiguares, realizada na noite do dia 29 passado, no salão nobre da Academia de Letras do RN, constou a entrega de dois diplomas à família de Nati Cortez, na ocasião representado pelo seu filho, Luiz Gonzaga Cortez Gomes. A sessão foi presidida pelo escritor Eduardo Gosson. Dezenas de intelectuais compareceram à abertura do Encontro de Escritores do RN, que termina na noite de hoje, 31. A UBE/RN também homenageou os escritores (in memoriam) Otto de Brito Guerra e Bartolomeu Correia de Melo. O jornalista Franklin Jorge Roque fez uma bonita exposição sobre a obra de Nati Cortez no campo do teatro, poesia e prosa. Franklin era amigo da escritora homenageada desde jovem, frequentando a sua residência, na rua Felipe Camarão, 453, Cidade Alta, nos anos 80/90.
Escritores e familiares de Oto Guerra, como Marcos, Angela e Ana, representaram a família do professor, escritor, jornalista e líder católico, na abertura do encontro de escritores, no auditório da ANL. Em primeiro plano, os escritores Carlos Roberto de Miranda Gomes, Manoel Marques Filho, Francisco Alves da  Sobrinho. Representantes das academeias de letras jurídicas, de ciências contábeis, instituto histórico e instituto de genealogia, Adalberto Targino, Paulo Viana, Jurandir Navarro e Ormuz Simonetti, respectivamente, abrilhantaram a festa de abertura do encontro. Fotos de Italo Valério Pereira.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012


Viver

Natal, 25 de Outubro de 2012 | Atualizado às 16:27

Crônicas, imagens e traços de um passado praiano

Publicação: 25 de Outubro de 2012 às 00:00
Tribuna do Norte

O balneário mais badalado do litoral sul potiguar já foi uma pacata vila de pescadores, de acesso difícil e noites estreladas. Uma época hoje distante, que o jornalista e escritor Ormuz Barbalho Simonetti revive em "A praia da Pipa do tempo dos meus avós", com lançamento nesta quinta-feira, às 19h, na Academia Norte-Riograndense de Letras. O livro é uma reunião de crônicas em que autor resgata memórias pessoais e ao mesmo tempo conta a história de Pipa e a cultura de seus habitantes originais. Uma viagem no tempo com vista para o mar.
Emanuel AmaralOrmuz Barbalho Simonetti é um dos mais antigos veranistas da praia da Pipa
Ormuz Barbalho Simonetti é um dos mais antigos veranistas da praia da Pipa

Ormuz reúne crônicas escritas entre 2009 e 2012, publicadas em jornais locais e no seu blog. "Comecei a escrever sobre Pipa pelo fato de os guias turísticos trabalharem muito mal a história da praia. Resolvi desmistificar isso usando pesquisas históricas e a relação antiga de minha família com o local. Somos uns dos veranistas mais antigos de lá. Costumo dizer que eu já frequentava Pipa na barriga da minha mãe", diz. 

O autor vai longe, desde os franceses que navegavam o litoral em 1587 para traficar Pau Brasil, até os holandeses e os primeiros colonos portugueses. Ormuz Simonetti fala sobre a "saga" dos primeiros veranistas, que iam para a praia em carros de boi e fazendo picadas pela mata. "O veraneio em Pipa começou em 1926, após uma cheia que devastou Tibau do Sul em 1924. Minha mãe tinha três anos de idade quando foi a Pipa pela primeira vez", conta. A partir daí Ormuz aborda as rendeiras de bilro, a culinária praieira, a carpintaria naval do Mestre Francisquinho, a devoção a São Sebastião, a extinção dos tiradores de coco, a fauna e a flora da região, o Cruzeiro do Pescador, entre outras histórias. 

O livro também traz uma seção de fotos em que mostra Pipa de 50 anos atrás, ao lado dos mesmos cenários de hoje. As ilustrações são de Levi Bulhões. Os textos refletem os contrastes trazidos pelo progresso da Pipa, como a praia tomada por barracas, canos de esgoto, vendedores ambulantes, comércio desenfreado, e o problema das drogas. "Pipa só fica como antigamente à noite. É o horário ideal para os saudosistas", afirma. 

Serviço: Lançamento de 'A praia da Pipa do tempo dos meus avós'. Quinta, às 19h, na ANL, Rua Mipibu, Petrópolis. 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sabedoria do mito e o mito do poeta maldito.


OO     O 


Cedida.



O encontro de outubro do projeto "Me explica, me ensina" acontece dia 30, às 19h, no Auditório B do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e receberá os professores Carlos Braga (DLLEM) e Alzir Oliveira (DLET) abordando o tema: A sabedoria do mito e o mito do poeta maldito.
 
O projeto é uma ação conjunta dos Departamentos de Letras (DLET) e de Línguas e Literaturas Estrangeiras Modernas (DLLEM)  da UFRN que recebe todos os meses, dois professores para debater com os alunos, temas de pesquisa relacionados às diversas linguagens e suas teias.
 
Os interessados em participar da palestra podem realizar suas inscrições no local. Os participantes receberão certificados emitidos pela Pró-Reitoria de Extensão (PROEX).
 
Maiores informações enviar e-mail para: lebaziizabel@yahoo.com.br/.
 

domingo, 14 de outubro de 2012


CARTA  DO POETA FÉLIX CONTRERAS AO PRESIDENTE  DA UBE AGRADECENDO SUA ESTADIA EM NATAL

Em minha já longa vida literária, cultural, intelectual por tantos povos, cidades e países, nunca antes tinha recebido tamanha demonstração de  afeto, expressões de alto espírito, arte e sensibilidade, como as recebidas na cidade de Natal/RN. Aqui deixo meus agradecimentos saídos desta grande saudade que já sinto muito próxima aos grandes poetas Horácio Paiva, Eduardo Gosson e Diógenes da Cunha Lima, Lúcia Helena, Alberto Cícero (na sua Douce France), à Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, Carlos Gomes, Ormuz Simonetti, Betânia Ramalho (Secretária de Educação e  Cultura do Estado), Zelma Furtado (presidenta da Academia Feminina de Letras do RN – tão bonita na mesa de honra), Geralda Efigênia, Rubens Azevedo, Auzê Freitas, Janilson Carvalho e seus “Devaneios.”

Em minha ja loga vida literaria, cultural, inteletual por tantos povos, cidades e paises, nunca antes eu nao recebe tantas mostras de afecto, expresoes de alto espiritu, arte e sensibilidade como as recebedas nessa comunidade  amável e tão hospitalaria comunidade cultural de Na\tal R-N. Aqui deixo meus agradecementos saidos desta grande saudade que ja sinto muito prosima aos grandes poetas Horacio Paiva, Eduardo Gosson e Diógenes da Cunha Lima, Lucia Helena,Alberto Cícero (na sua sempre Douce  France, á ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS,Carlos Gómes, Ormuz Simonetti, Betania Ramalho, Secretaria de Educaçao e Cultura do Estado,Zelma Bezerra (presidenta da Academnia Femenina de Letras de RN, tao bonita na mesa de honra)Geralda Ifigenia, Rubens Azevedo, Auzé Freitas, j
Lnilson Carvalho (e suos "Devaneios").

Teresinha Rosso Gomes, a  Gianine Costa que me presenteou com o maravilho livro sobre o seu pai, meu conterrâneo Isauro, ao pianista Humberto Muniz e suas mãos mágicas, a Natal,minha adorada cidade bela, hospitaleira e ao seu povo bom,Ormuz Simonetti(presidente do Instituto Norte-Rio-Grandense de Genealogia) Ana Maria Melo, Teresinha Rosso Gomes,Simone Silva e Mariana, também a Prefeitura Municipal de Ceará Mirim(Antonio Peixoto, e Edilson Rodrigues), Tribuna do Norte (Yuri e outros), Diário de Natal (Sérgio e outros), ao Toinho Silveira,  ao Hotel Holyday Inn (George Gosson) com suas janelas abertas a olhar o Atlãntico, Liége Barbalho que com muito amor e profissionalismo divulgaram este evento que ficará na memória desta região que olha o mundo desde A TORRE AZUL do poeta Horácio Paiva. Para todos de corpo presentes e não, meus beijos, abraços, mãos, pés, olhos e saudades.
                        FContreras


Theresinha Rosso Gomes, a Gianine Costa que me dio o maravilhoso presente de su libro sobre suo pae, meu coterraneo Isauro SAURO, ao pianista Humberto Muniz y suas maos bruxas, ao Natal, minha adorada Cidade Bela, Hospitaleira e suo povo hom,Ormuz Simonetti(Presidente do Institututo Norte-Rio-Gradense de Genealogia), Ana María Melo, Theresinha Rosso Gomes,SIMONE SILVA E MARIANA tambem á Prefeitura Municipal de Ceará-Mirim,(Antonio Peixoto e Edilson Rodrigues), Tribuna do Norte,(Yuri e os outros) Diario de Natal (Sergio e os outros, aos Toinho Silveira, ao Hotel Holyday Inn (George Gosson) com suas janelas olhando o Atlántico, Liege Barbalho, que com muito amor e profesionalidade divulgaram este evento ja para sempre fica na memoria desta regiao que olha o mundo desde A TORRE AZUL" do poeta Horácio Paiva. Para todos de corpo presentes e não, meus beijãos,abraços, mãos, pés, olhos e saudades.

                     FContreras