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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dia do Livro Infantil.


 DIA DO LIVRO INFANTIL – NOTA DA UBE-RN

A União Brasileira de Escritores – UBE-RN vem lembrar que hoje, dia 18, comemora-se O Dia do  Livro  Infantil e do nascimento  do  escritor Monteiro Lobato, criador de inúmeros personagens que se incorporaram ao imaginário cultural brasileiro, como tia Anastácia, imortalizada no Sítio do Pica Pau Amarelo.
Por outro lado, se congratular com diversas entidades da sociedade civil, que ao longo  desta última década vem se preocupando com as atividades do livro e da leitura, impulsionando o Poder Público a  elaborar os Planos do Livro e da Leitura,  que agora começam a sair do papel,nas esferas Federal, Estadual e Municipal.
Natal-RN, 18 de abril de 2013

            Presidente: Eduardo Antonio Gosson

          1º Vice-Presidente: Jurandyr Navarro da Costa

          2ª Vice-Presidente: Anna Maria Cascudo Barreto

         Secretário-Geral: Manoel Marques da Silva Filho,

         1º Secretário: Paulo Jorge Dumaresq Madureira

         2º Secretário: Francisco Alves da Costa Sobrinho

        1º Tesoureiro: Jania Maria Souza da Silva

        2º Tesoureiro: Aluizio Matias dos Santos

        Diretor de Divulgação: Lucia Helena Pereira

        Diretor de Representações Regionais: Joaquim Crispiniano Neto

        Diretor Jurídico: Carlos Roberto de Miranda Gomes

segunda-feira, 15 de abril de 2013

UBE/RN faz reunião para apreciar estatuto.


Edital para Assembléia Geral Extraordinária


                                        Fica Vossa Senhoria convocado a comparecer à Assembleia Geral Extraordinária da UBE-RN às 16h, do dia 18 de Abril (quinta-feira), em primeira convocação e às 16h30 em segunda convocação conforme preceitua o artigo 14, parágrafo 2, letra d, do Estatuto, com a finalidade de apreciar e deliberar sobre a seguinte ORDEM DO DIA:

1.       Reforma estatutária
Artigos a serem modificados: 5ª, parágrafo 1º; art. 12; art 15;art.16 – c; art.20;art.26 e art. 28.
 Local: Academia Norte-Rio-Grandense de Letras – à Rua Mipibu, 443 – Petrópolis
Data: 18 de Abril de 2013 (quinta-feira)
Hora: 16h – 1ª Convocação  e  16h30 em 2ª
                                                          Eduardo Antonio Gosson
                                                                 Presidente

terça-feira, 2 de abril de 2013


Autor potiguar: preconceito e falta de respeito
Armando Negreiros, médico e presidente da Academia de Medicina do RN (armandoanegreiros@hotmail.com)
                O escritor norte-rio-grandense que é autor de livro sofre forte discriminação de algumas livrarias locais. A do aeroporto é a mais radical, pois não permite a venda de nenhum livro de autor local, mesmo que isso não implique em nenhuma despesa, pois os livros são deixados em consignação e o lucro é de trinta por cento. É uma tal de “só de ler”... autores de fora. Tenho a desconfiança de que se for flagrado um autor natalense em suas dependências eles expulsam.
                A “Siciliano” criou um local para autores regionais, mas vez por outra escondia os livros em locais inencontráveis, alegando falta de espaço. Foi vendida à “Saraiva” e, pasmem os senhores, permaneceram todos os livros, menos os dos autores regionais. E os livros foram devolvidos aos seus autores? Nada! Houve prestação de contas dos livros vendidos? Nonada! E, já que a “Siciliano” extinguiu-se, qual o destino desses livros! Contarei uma história inacreditável sobre o paradeiro desses livros.
                Como estava com três títulos em consignação (“Poucas e boas 3”, “A folga da dobra” e “Na companhia dos imortais”) e na transferência da “Siciliano” para a “Saraiva” não fui informado de nada, fui até a “Saraiva” para saber por onde andavam os meus desprezados livros consignados. Deram-me, então, um telefone de uma senhora. Liguei várias vezes, ela nunca tinha tempo para procurar os meus exemplares. Mas, acabou me dando um endereço. Semanas depois liguei para marcar uma visita, mas já era outra funcionária. Esta disse que só me atenderia por e-mail. Não era possível por telefone, pois era um procedimento padrão da empresa. Concordei. Mandei e-mail e mensagem telefônica. Resposta? Nenhuma! Nem meus telefonemas ela atendia mais. Após várias semanas resolvi ir até o local. Não pelo valor dos livros, mas por uma questão de princípios.
Fui até o escritório na avenida Alexandrino de Alencar, no térreo de um edifício residencial, vizinho à padaria Boca de Forno (à direita de quem está entrando), próximo a avenida Ruy Barbosa (aliás, Zacarias Monteiro, naquele trecho). Havia em torno de oito a dez funcionários. Indaguei quem era a senhorita “X”. Apontaram-me para uma moça que se encontrava ao telefone. Num intervalo entre as intermináveis ligações identifiquei-me e ela disse-me que estava ocupada, que não poderia me atender. Foram quarenta minutos de espera e nada. Neste ínterim fiquei sabendo que ali era um escritório da “Claro”, cujo dono é filho do dono da Siciliano, segundo informações colhidas no próprio local. Descobri também uma estante cheia de livros de autores regionais. Calmamente, procurei os meus... debalde. Descobri um quarto anexo e adentrei-o. Uns vinte metros quadrados cheio de caixas. Dois gentis funcionários avisaram-me que eram mais livros de autores locais. Vou procurar os meus! afirmei com esperança. Em pouco tempo achei dois títulos, num total de quinze exemplares. Estavam consignados mais de trinta livros. Botei debaixo do braço e agradeci a ajuda dos funcionários. Deram-me um protocolo para eu assinar, ocasião em que questionei sobre os que estavam faltando. Não sabemos informar, foi a resposta.
A senhorita “X” continuava na sua vocação para telefonista ininterrupta. Resolvi avisá-la que havia recuperado parte do meu patrimônio, dirigi-me a ela:
- Senhorita “X” em cinco minutos encontrei os meus livros que a senhorita não conseguiu encontrar durante meses. Já estou aqui há mais de uma hora e a senhorita não teve a menor consideração para com um indivíduo muito ocupado, médico, advogado, membro de duas academias e, ainda por cima, um velho, pois já estou com sessenta e dois anos de idade e pensei que mereceria a mais mínima consideração! Vou fundar uma empresa para maltratar os meus clientes e a senhorita será contratada para ser a gerente geral!
A cena seguinte foi inacreditável. A senhorita “X”, bem jovem, levantou-se e gritou espumando de ódio:
- Esse seu currículo é uma merda! Vá você e suas academias pro inferno!
Ato contínuo, histericamente, começou a querer chorar, única ocasião em que perdi um pouco a paciência:
- Engula o choro! Pois uma pessoa estúpida e ignorante como você não pode chorar, a não ser por fingimento!
Imediatamente ela engoliu o choro. Chegando em casa fui ao site da Siciliano. Não encontrei local para contar essa história. Tinha lá um lugar, mais ou menos assim – “Deixe aqui a sua ideia”. Contei o ocorrido, tem mais ou menos um mês e não recebi resposta.
ATENÇÃO, AUTORES POTIGUARES, VÃO BUSCAR OS SEUS LIVROS CONSIGNADOS NA LIVRARIA SICILIANO!!! O endereço é: Avenida Alexandrino de Alencar, no térreo de um edifício residencial, vizinho à padaria Boca de Forno (à direita de quem está entrando), próximo a avenida Ruy Barbosa (aliás, Zacarias Monteiro, naquele trecho). O telefone é 9131-9500. O e-mail é: talita.alencar@artetelecom.com.br

segunda-feira, 1 de abril de 2013


O poema e a poesia

Por Luiz Alberto Machado, editor do Guia de Poesia na Internet 

Falar de poesia num tempo tão sem poesia é, deveras, quase falar balela. No entanto, apesar de tanta insensibilidade, tanta mediocridade, tanta barbárie, insiste-se no sentimento do ser humano na forma como realmente ele deve ser: humano.
Entenda-se que a insensibilidade, a mediocridade e a barbárie sempre se fizeram presentes no inventário humano, o que nos deixa, por conclusão, que não é nenhuma novidade resistir. Se sempre fora adversa a realidade com relação ao sentimento humano, não será agora, que tudo se redima de uma vez. A gente vai continuar resistindo mesmo que a indiferença seja plena e que os ouvidos e toda percepção humana se torne uma parede gélida de inumanidade.
Pois bem, antes de mais nada, gostaria de fazer menção ao fato de que diversos estudantes tem recorrido a este Guia, solicitando a diferença entre poema e poesia. Então, aproveito tal interesse para trocar umas idéias a respeito.
Inicialmente, na tentativa de esclarecer o que é o poema, faço uso da definição dada pelo eminente escritor Assis Brasil:
"Poema é o 'objeto' poético, o texto onde a poesia se realiza, é uma forma, como o soneto que tem dois quartetos e dois tercetos, ou quatorze versos juntos, como é conhecido o soneto inglês. Um poema seria distinto de um texto ou estrofes. Quando essa nomenclatura definitiva é eliminada, passando um texto a ser apresentado em forma de linhas corridas, como usualmente se conhece a prosa, então se pode falar em poema-em-prosa, desde que tal texto (numa identificação sumária e mecânica) apresente um mundo mais ´poético` ou seja, mais expressivo, menos referente à realidade. A distinção se torna por vezes complexa. (...) a poesia pode estar presente quer no poema que é feito com um certo número de versos, quer num texto em prosa, este adquirindo a qualidade poema-em-prosa".
Já poesia, Assis Brasil define como:
"(...) uma manifestação cultural, criativa, expressiva do homem. Não se trata de um ´estado emotivo`, do deslumbre de um pôr-do-sol ou de uma dor-de-cotovelo; é muito mais do que isso, é uma forma de conhecimento intuitivo, nunca podendo ser confundido o termo poesia com outro correlato: o poema".
Daí fica claro que um é o objeto e, o outro, a manifestação. E para não ficar tão simplista, possibilitando maior amplitude, considere-se outras observações, a meu ver, pertinentes. Aristóteles, por exemplo, em sua Poética, tratou sobre o assunto:
"(...) não é ofício de poeta narrar o que aconteceu; é sim, o de representar o que poderia acontecer, quer dizer: o que é possível segundo a verossimilhança e a necessidade. (...) a poesia é algo de mais filosófico e mais sério do que a história, pois refere aquela principalmente o universal, e essa o particular. (...) Daqui claramente se segue que o poeta deve ser mais fabulador que versificador; porque ele é poeta pela imitação e porque imita ações".
Sobre esta visão aristotélica, Ariano Suassuna considerou que a poesia, no sentido grego, significa criação:
"(...) como espírito criador que se encontra na raiz de todas as artes. (...) A poesia seria o espírito criador que se encontra por trás de todas as artes literárias, sejam estas realizadas através da prosa ou do verso".
Assim, poesia é "o ritmo e a imagem, principalmente a metáfora".
Ampliando mais a discussão, no que concerne ao que pensam determinados poetas do que seja, na verdade, a poesia.
Vejamos pois, o que pensa, por exemplo, Maiakovsky:
"A poesia começa onde existe uma tendência. (...) A poesia é uma indústria: das mais difíceis e das mais complicadas, mas, apesar disso, uma indústria. Aprender o ofício de poeta não é aprender o modo de preparar um tipo definido e limitado de obras poéticas, mas sim, o estudo dos meios de todo o trabalho poético, o estudo das práticas dessa indústria que ajudam a criar outros. (...) O trabalho do poeta deve ser quotidiano, a fim de melhorar a técnica, e acumular reservas poéticas".
Eliot, por outro lado, defende que:
"(...) A poesia pode ter um significado social deliberado e consciente. (...) Podemos observar que a poesia difere de qualquer outra arte por ter para o povo da mesma raça e língua do poeta um valor que não tem para os outros. (...) nenhuma arte é mais obstinadamente nacional do que a poesia (...) a poesia que é o veículo do sentimento".
E arremata: "A poesia é uma constante lembrança de todas as coisas que só podem ser ditas em uma língua, e que são intraduzíveis". E como tarefa de poeta, Eliot defende que primordialmente e sempre se leve a efeito uma revolução na linguagem, articulada com musicalidade de imagens e de sons. Pound, entretanto, acrescenta: "Cada homem é o seu próprio poeta", defendendo que ninguém será um poeta escrevendo hoje com um jeito de anos atrás e que a linguagem deve ser usada com eficiência.
Uma série de outras questões podem e devem ser abordadas, ficando, portanto, para a próxima oportunidade, uma maior observação a respeito do tema poesia. 

Bibliografia

ARISTÓTELES - Poética. São Paulo: Abril Cultural, 1979
BRASIL, Assis - Vocabulário técnico de literatura. São Paulo: Tecnoprint, 1979
ELIOT, T. S. - A essência da poesia: estudos e ensaios. Rio de Janeiro: Artenova, 1972
MAIAKÓVSKI, Vladimir - Poética. São Paulo: Global, 1984
POUND, Ezra - A arte da poesia. São Paulo: Cultrix, 1976
SUASSUNA, Ariano - Iniciação à estética. Recife: UFPE, 1975