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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Concurso Nacional Novos Poetas

Concurso Nacional Novos Poetas. Prêmio Poetize 2014


Estarão abertas as inscrições para o Concurso Nacional Novos Poetas, Prêmio Poetize 2014.  
Podem participar do concurso, todos os brasileiros natos, ou naturalizados, maiores de 16 anos.
Cada candidato pode inscrever-se com até dois poemas de sua autoria, com texto em língua portuguesa.
O tema é livre, assim como o gênero lírico escolhido. Serão 250 poemas classificados.
A classificação das poesias resultará no livro, Prêmio Poetize 2014. Antologia Poética
Concurso Literário e uma importante iniciativa de produção e distribuição cultural,
alcançando o grande público, escolas e faculdades.
Inscrições gratuitas de 01 de novembro a 05 de dezembro de 2013, pelo site: www.premiopoetize.com.br

Realização: Vivara Editora Nacional

Apoio Cultural: Revista Universidade

Novo poema de Dilson Ferreira.

VIAS DOLOROSAS!

Choro, choras, porque a dor dói, muito dói...
Mesmo não sendo uma ferida exposta
Sentir qualquer dorzinha ninguém gosta;
A dor o nosso senso de humor destrói!

No leito, o corpo dorido se prosta...
Vertendo lágrimas que todo o ego rói
E quando alguém pergunta: - Aonde dói?
- Dói tudo! Tudo dói! (Eis a resposta).

Se é na matéria que tanto dói a dor
Um analgésico qualquer talvez dê calma
Ou se não, continua o circo de horror!

Mas quando a dor é tão somente na alma,
Leio poemas inspirados no amor   
E a dor logo dorme e o meu ego acalma!

27/11/2012 - D I L S O N - NATAL/RN.
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Dilson Ferreira, num soneto verdadeiro, está preocupado com o seu coração.

O MEU CORAÇÃO QUER PARAR!

Ei, coração! Que é isso companheiro?
Porque bate assaz tão acelerado?
Eu sei que sou o único culpado
Por tê-lo feito assim demais guerreiro.

Ei, coração! Faz isso comigo não...
Nesse agora você não pode parar
Ainda tenho muito que poetizar
Para despertar o povo da nação.

Está certo que o estresse, o sonho,
O sódio, torna-o um órgão medonho
Inapto a enfrentar grandes perigos.

Quando pedir perdão aos inimigos
E reparar todo engano qu'eu  já fiz,
Pode parar... Aí eu morrerei feliz!

17/09/2009 - D I L S O N - NATAL/RN.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Livres pela graça, poema de Dilson Ferreira, ex-aluno da Escola Industrial de Natal.

PESSOA AMIGA,
DEUS LHE ABENÇÕE ABUNDANTEMENTE!

LIVRES PELA GRAÇA...

(Romanos 6: 22-23)

Nos versos de paz que nesse agora narro
Tenho a tua igreja como certo abrigo...
Buscando tirar todo joio do trigo
É nesta grata promessa qu'eu me agarro.

Que bom ter o prazer de ficar contigo
Ter o teu éden no meu pequeno jarro
Porto seguro onde minha âncora amarro
Meu Pai, meu Mestre, meu Senhor, meu Amigo!

Porque o salário do pecado é a morte
Palavra inexorável, direta e forte,
Dor eterna no lago de fogo fundo.

Orações de fé que no teu templo faço
Pra livrar-me e aliviar-me o cansaço
Na labuta contra as tentações do mundo.

06/02/2013 - D I L S O N - NATAL/RN.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Estrada.

SALVE 12 DE OUTUBRO!

"As pessoas grandes não compreendem
nada sozinhas, e é cansativo, para as cri-
anças, estar toda hora explicando. Todas
as pessoas grandes foram um dia crian-
ças. Mas poucas se lembram disso."
O PEQUENO PRÍNCIPE
(Antoine de Saint-Exupéry)

E S T R A D A S . . .

O menino tinha dois caminhos:
Um - claro de águas cristalinas
Com pombos bicando pedrinhas
Pássaros cantando o dia todo
Aves bebendo à beira do lago
Beija-flores beijando flores
Peixes pulando no rio límpido
Enfim, animais, natureza e céu
Todinho, tudo sempre em festa...
O menino dois caminhos tinha!

     Mas, para não quebrar aquela paz
     Nem espantar os passarinhos
     Não poluir o rio e o lago azul
     Nem pisotear o ar da natureza
     Fauna, flora, flores, frutos,
     Resolveu ir pelo outro caminho:
     Íngreme, escorregadio, inóspito,
     Precisando da ajuda do menino
     Para tornar esse caminho em luz
     Em paz, em amor e vida cristalina.

A criança de boa instrução
Será o futuro da nação!

20/05/2013 - D I L S O N - NATAL/RN. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Outro poema de Dilson Ferreira: Senhor, sim ou não!

"Até os poetas se armam, e um poeta
desarmado é, mesmo, um ser à mercê
de inspirações fáceis, dócil às modas e
compromissos."(Carlos Drummond de
Andrade - 1902/1987.)

SENHOR, SIM OU NÃO!

Pode me chamar de "você"
Isso muito me dá prazer
Me faz rejuvenescer e tanto...
Tratando-me por você e não "senhor"
Não vai diminuir o meu valor
E nem me tornar um santo.

     Esse negócio de "senhor" "senhor"
     É gentil, moral, e respeitador
     Mas abusa da formalidade...
     Melhor que sejamos cordiais
     Até que íntimos por demais
     Isso fortalece uma amizade.

Tratar-me por "você" pode sim,
Ou amigo, ou amor, ou querubim
Não há nada de ruim nisto...
"Senhor" não, de jeito algum,
Por que "Senhor" só existe um:
O nosso Senhor Jesus Cristo!

28/12/2011 - D I L S O N - NATAL/RN.
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Um velho moço.

"E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece."
(Vinicius de Moraes - 1913/1980)

MOÇO VELHO OU VELHO MOÇO!

Mocidade que se foi tão de repente
Deixando saudades com boas lembranças
De rio cristalino com águas mansas
Que correu para o mar bravio e pungente.

Mocidade onde sonhei com esperança
Uma feliz velhice, um futuro ingente,
Oscilante... Vida que se faz premente,
Mas é dádiva para quem a ela alcança.

Ser sábio sendo velho pra mim não convém
Quando olho no espelho e a velhice me pinta
Um ser estranho, como se eu fosse outro alguém.

Perdão Deus, peço que o meu dolo não sinta...
Bem que poderíamos morrer nos anos cem
Mas como o vigor e o semblante de trinta.

20/08/2010 - D I L S O N - NATAL/RN -
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Primo de Cascudo incentivava jovens do Seridó.

Foto histórica  com o poeta e escritor Júlio  Câmara
 
Por Geraldo Anízio*
 
Foto do acervo pessoal de Geraldo Anízio
O poeta Júlio câmara, era primo do historiador Câmara Cascudo, estudou no começo do século passado no Ateneu em Natal e aprendeu bem o português, Fancês e Latim que, na época, a maioria dos professores, segundo ele, era portugueses. Adquiriu um recurso literário que tangeu por toda à vida. Escreveu sonetos, poesias e era um excelente trovador.
 
Em Serra Negra do Norte, o poeta trabalhou por muito tempo como tabelião, sempre com muita rigidez na primazia da língua escrita e falada. Assemelhando-se ao primo, a casa estava aberta aos que almejassem seguir conselhos literários.
 
Os jovens da época apreciavam a conversa burlesca e estrambótica quanto às modernidades da época. Contudo, seu Júlio muito nos ensinou no caminho da literatura. Amigos dos jovens, para tanto, escreveu "Histórias antigas para gente nova", um livro de sonetos espetacular.
 
Em Natal, Câmara Cascudo, o historiador folclórico brasileiro; em Caicó,  Júlio Câmara para abrilhantar nosso prato cultural.
 
A foto marca final dos anos 70 ao de um barraco que ficava confrontando com a Ótica Rubi.  Apreciem a foto e façam seu comentários.
 
*Com postagem na página online de Geraldo Anízio, educador, poeta, compositor seridoense radicado em Rondônia.


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 10/06/2013 10:13:00 AM

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

"Adormecer para sonhar!"

ADORMECEU  PARA SONHAR
                 Para a poetisa Lucia Helena
Sim, é verdade.
Fausto, meu filho,
Adormeceu  para continuar
Sonhando
Porque a vida aqui não basta:
 Obrigações,
Rituais
Grandes interrogações: “- donde eu vim,”
“Por que estou aqui?”
“-Para onde vou?”
E a  morte a nos acompanhar

Por não agüentar a  barbárie
Meu doce menino
Resolveu
ADORMECER PARA  SONHAR!
*Eduardo Gosson é presidente da UBE/RN