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segunda-feira, 16 de março de 2015

Carta ao Rei Salomão*

Majestade, quanta sabedoria!
Não sei por que, mas ontem à noite, resolvi ler, mais uma vez, as suas sábias lições no Eclesiastes. E a cada nova leitura, fico impressionado como ela é precisa, completa e, principalmente, atual...
Ah! Vossa majestade tem razão: vaidade de vaidades, tudo é vaidade!... E por pura vaidade, não conseguimos enxergar que o tempo é algo fantástico. Tão fantástico que há tempo de tudo debaixo do sol: há tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de derrubar, tempo de edificar; tempo de guardar, e tempo de lançar fora...
Há tempo de ser criticado, caluniado, injustiçado; mas há também tempo de perceber, após 720 horas, que as nossas convicções - que foram defendidas de forma séria, correta, sem câmeras e luzes, sem alardes (afinal, “o sujeito que esbraveja está a um milímetro do erro e da obtusidade”) -,  tinham razão:  era inútil correr atrás do vento!
Aprendi isso, Majestade, com um poeta de pequenas frases, mas de um profundo ensinamento chamado Mário Quintana-, que certa vez percebeu que era inútil correr atrás das borboletas; cuidar do jardim é que faz com que elas venham até nós...
Pois é Majestade! Há pessoas que fazem um esforço enorme, preferem ir à França para assistirem o pôr-do-sol, quando bastariam recuar um pouco a cadeira, aqui em Natal, para contemplarem o crepúsculo todas as vezes que assim o desejassem... Mas, eu sei: o difícil é ser simples!
Simplicidade, que muitas vezes tem que estar associada à coragem... Coragem de enfrentar os cartéis, os feudos, a desumanidade, a desonestidade, a falta de ética, a impunidade... Coragem de assumir o comando e determinar que fica decretado que agora vale a verdade, agora vale a vida e de mãos dadas marcharemos pela vida verdadeira...
Coragem, de tomar decisões impopulares, que desagradem a gregos e troianos, e que se for necessário: “Cortem o bebê ao meio e dê um pedaço a cada uma”. Pois só assim, seremos capazes de separarmos o joio do trigo; os farsantes dos verdadeiros; os mercenários dos verdadeiros sacerdotes...
Coragem de entender que o sábio é aquele que procura aprender, mas os tolos são aqueles que estão satisfeitos com a sua própria ignorância. Afinal, majestade, “se você deixar o machado perder o corte e não o afia, terá que trabalhar muito mais. É mais inteligente planejar antes de agir”...
                Coragem, para perceber que se alguém discorda de mim, não é meu inimigo. Essa pessoa, na verdade, me completa, pois me fez enxergar além do copo meio-cheio ou meio-vazio. Fez-me enxergar uma oportunidade de enchê-lo, de esvaziá-lo ou ainda melhor: de oferecer a quem tem sede...
Coragem, Majestade, para enxergar a nossa própria cegueira e ver que o amigo fiel é uma proteção poderosa: quem o encontra, encontra um tesouro de valor incalculável... Afinal, porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas aí do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante...
Coragem, Vossa majestade, de fazer e responder a seguinte pergunta: “ainda há possibilidade de reconciliação?” É claro que há. Embora, as cicatrizes da alma - que são piores do que as cicatrizes queloidianas do corpo-, demorem a desaparecerem, existe um grande antídoto - que não é a Betaterapia, nem muito menos a Corticoterapia, mas sim um simples e maduro pedido de desculpas! Desculpas pela imaturidade; desculpas por não ter-nos escutado... Desculpas! Desculpas!
Afinal, há tempo de espalhar pedras e tempo de juntar pedras; há tempo de guerra, e tempo de paz! É preciso saber que o “Ontem já passou, o amanhã ainda não veio, vamos vivenciar o presente”!
Um forte abraço, Majestade, e até a próxima...
*Texto do livro SÍSIFO APAIXONADO, que será lançado pela Editora Sarau das Letras, no dia 26/03/2015, às 18:00h, na livraria Saraiva do Midway Mall, Natal-RN.
Francisco Edilson Leite Pinto Junior– Professor, médico e escritor.

domingo, 15 de março de 2015

DO COTIDIANO EU FAÇO CRÔNICAS - III
SILVIO CALDAS E EU
Por Eduardo Gosson (*)
O amigo Silvio Caldas esta semana que passou resolveu partir para  outra galáxia mais amena. Agora repousa no azul celeste, livre de qualquer entrave.
O meu conhecimento com ele deu-se através  da Poesia. Explico melhor: faz uns 10 anos que prestei uma assessoria à Associação de Magistrados, então presidida pelo então juiz VIRGÍLIO FERNANDES DE MACEDO, hoje desembargador do Egrégio Tribunal de Justiça. Foram criados dois prêmios literários: Prêmio Des. Wilson Dantas (Poesia) e Prêmio  Des. Manoel Onofre (Prosa). Silvio escreveu  os seus poemas, tendo sido o vencedor. Fizeram  parte da Comissão Julgadora os poetas Diógenes da Cunha Lima, Horácio  Paiva e um terceiro que não lembro agora. Fizemos então o comunicado oficial marcando o dia, a hora e o lugar. Foi aí que começou a nossa amizade. Percebi de imediato  que ele tinha o pavio curto: como bom sertanejo não tinha arrodeio. Era direto. Certa vez fui ao seu gabinete no Tribunal  Regional do Trabalho na ala dos desembargadores e na sua porta tinha: Juiz Convocado. Vim saber depois que ele só veio a ser nomeado Desembargador na véspera de se aposentar, pela presidenta Dilma. O motivo: colunista em diversos jornais escreveu um artigo Alibabá e os quarenta ladrões, fazendo comparação com o governo do PT.
Silvio Caldas como todo ser humano tinha o seu lado ameno: a música e a poesia. Tocava piano e poetava. O nosso último contato foi através da poesia: Horácio Paiva me mandou um poema matinal e eu respondi com outro poema que depois teve outro de Silvio, fazendo um diálogo poético. Em homenagem ao amigo que parte reproduzo aqui o seu poema, que está num novo livro meu Poemas e Crônicas (eu não sabia que doía tanto!):
“Poeta é homem de Deus
A  luz não lhe faltará,
Pode até faltar o pão,
Mas a fome passará.
Em cada verso inventado
O poeta se inventa,
Em cada rima ele tenta
Criar um mundo encantado
Ser poeta é dom de Deus,
E o pão de cada dia
Se transmuda em poesia,
Daí esses versos meus”
Descanse em paz meu poeta e escrevas muitos poemas, agora que entrastes no mundo encantado de Deus. Quando o Criador estiver triste, console-o com a sua poesia e o seu piano. O céu então será uma festa sem fim!
Silvio, eu não sabia que doía tanto!
(*) é Poeta.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Ângela Paiva recebe título de sócia benemérita da ALAM de Martins

A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Maria Paiva Cruz, receberá nesse sábado, 14, o título de Sócia Benemérita da Academia de Letras e Artes de Martins (ALAM). Esse procedimento ocorre com cidadãos que se destacam nas áreas de atuação da Academia, como educação, cultura, cidadania, literatura e outros.

A cerimônia, a ser presidida pela Presidente da Associação, Taniamá Vieira da Silva Barreto, acontecerá às 20h, no Auditório da Casa de Cultura de Martins, região serrana do Rio Grande do Norte (RN) e marca as comemorações de aniversário da ALAM.

Além da prefeita de Martins, Olga Chaves Fernandes de Queiroz Figueiredo, prestigiam a cerimônia o Presidente da Academia de Cordelistas de Mossoró, Gualter Alencar Couto.

Trajetória de Ângela Paiva

Natural de Martins, ÂNGELA MARIA PAIVA CRUZ é a sexta filha do casal Cecília Augusta de Paiva e Cícero de Paiva Chaves. Casada e mãe de dois filhos (Michelle Paiva Cruz e Anderson Paiva Cruz), escolheu a “arte de ensinar” antes de ingressar na docência superior, por meio da qual há mais de três décadas contribui para a construção de um país, uma região e um Rio Grande do Norte mais justo e desenvolvido.

FORMAÇÃO

Bacharel em Matemática, mestre em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), há 32 anos exerce a docência na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atua, concomitante, no ensino de graduação e de pós; na pesquisa, extensão e na gestão universitária.

Sua formação básica e superior é na educação pública. De 1964 a 1967 cursou os primeiros anos do ensino fundamental na escola rural Grupo Escolar Manoel Lino de Paiva, em Martins, município da Região Oeste do Rio Grande do Norte (RN). O fundamental maior, chamado de ginasial, foi feito no período de 1968-1971 na Escola Estadual Dr. Joaquim Inácio, na mesma cidade. E foi, entre o ensino fundamental e médio, que se descobriu encantada pela Matemática.

Na década de 60 do século XX mudou-se para estudar em Natal, capital potiguar. Cursou o ensino médio na Escola Estadual Winston Churchill e optou pela área de ciências exatas, prestando vestibular em 1974. Ingressou na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em 1975, para cursar Matemática.  Licenciou-se Bacharel em Matemática em julho de 1980 e em dezembro do mesmo ano recebeu o diploma de Licenciatura em Matemática. Além do mérito estudantil de “melhor aluno da turma” do bacharelado, exerceu a monitoria na graduação.

A DOCÊNCIA

Aprovada em primeiro lugar em concurso público, a partir de 1982 ingressa no magistério superior,  para a área de Metodologia da Ciência e de Lógica, do Campus Santa Cruz da UFRN. Desenvolveu trabalho em diferentes disciplinas no Campus Santa Cruz e no campus central, em Natal. Ângela Paiva tem, portanto, uma formação interdisciplinar e considera “essencial suprir a necessidade permanente de qualificação para o exercício da docência”.

VIDA ACADÊMICA

Em 1991 foi removida para o campus central da UFRN, em Natal, e, enquanto ministrava várias disciplinas no Departamento de Filosofia, articulava, junto aos demais docentes, a criação do Grupo de Estudos Avançados em Lógica e contribuiu para a elaboração do projeto de criação do Programa de Pós- Graduação em Filosofia. Coordenou, à época, a Semana de Filosofia e da Semana de Humanidades da UFRN, assim como bases de pesquisa e  colaborou para seminários sobre Lógica, Epistemologia e Filosofia da Linguagem, entre outros.  Desenvolveu atividades na pós-graduação, publicou obras e, a partir de 2003, Ângela Maria Paiva Cruz envereda pela gestão universitária, assumindo a vice-direção do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA).

Passa, desde então, a se dedicar à alta gestão da UFRN quando, em 2007, assumiu a vice-reitoria em junho de 2007, acumulando a coordenação do Programa de reestruturação da UFRN, o REUNI.  Candidatou-se reitora em 2010 e, eleita, assumiu o mandato em 28/05/2011, permanecendo até 28 de maio de 2015. Reeleita, em novembro de 2014, assumirá maio próximo o seu segundo mandato na UFRN, até meados de 2019.

A homenageada frisa que as atividades na administração universitária sempre estiveram presentes em sua vida, mesmo nos períodos em que ensino, pesquisa e extensão eram prioritárias. “Em quase toda minha vida acadêmica estive participando de colegiados, conselhos e comissões, discutindo, propondo e avaliando as políticas acadêmicas, sempre buscando dar o melhor de mim para contribuir para o desenvolvimento institucional”, declarou Ângela Paiva.

Enquanto reitora modernizou a gestão universitária, por meio de transformações planejadas. Deu continuidade ao crescimento físico da instituição; à expansão da oferta do ensino de graduação e  de pós, implementando os Programas de Interiorização e Internacionalização da UFRN.  Em consequência, a instituição vem colhendo bons resultados acadêmicos e há três anos consecutivos é avaliada pelo MEC, como a melhor instituição pública superior federal no Norte e Nordeste do Brasil. A UFRN também figura como a instituição de ensino superior mais lembrada pelos norte-rio-grandenses, conforme pesquisa de mercado realizada pelo Jornal Tribuna do Norte.





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quarta-feira, 11 de março de 2015

Amanhã, 12, posse de novos sócios na UBE/RN.

C O N V I T E   E S P E C IA L

 

 14 de Março é Dia Nacional da Poesia


A UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORERS – UBE/RN , o  INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE - IHGRN e a ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS-ANL convidam Vossa Excelência/Vossa Senhoria para Sessão Solene  de entrega de Diploma de Sócio Efetivo aos novos associados da UBE-RN. Após o evento haverá um sarau no Largo Desembargador Vicente de Lemos, oportunidade em que será comemorado o DIA DA POESIA. Traga seu poema preferido para recitá-lo.
A data foi criada em homenagem a CASTRO ALVES, poeta brasileiro nascido em 14 de março de 1847, que ficou conhecido como o poeta dos escravos por ter lutado arduamente pela abolição da escravatura no Brasil.
Tomarão posse na União Brasileira de Escritores- UBE/RN os confrades e as confreiras a seguir relacionados na classe dos Sócios Efetivos:
Aline Pereira Gurgel
Carlos Rostand de França Medeiros
Cícero Martins de Macedo Filho
Diulinda Garcia de Medeiros Silva
Dione Maria Caldas Xavier
Eulália Duarte Barros
Gilvânia Machado
Geraldo Ribeiro Tavares
Ion de Andrade
José Ivam Pinheiro
José Evangelista Lopes
José de Castro
Liacir dos Santos Lucena
Luiz Gonzaga Cortez Gomes de Melo
Maria Audenôra das Neves Silva Martins
Moacir de Lucena
Odúlio Botelho Medeiros
 Lucimar Luciano de Oliveira
Rinaldo Claudino de Barros
Tânia Mara Silva de Lima
Thiago Gonzaga dos Santos
_______________________________________________________________________
DATA: 12 de março (quinta-feira)HORA: 18h às 20h - LOCAL: INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RN – IHGRN - Rua da Conceição, 622 – Centro
UBE-RN- Roberto Lima de Souza - Presidente
IHGRN - Valério Mesquita– Presidente
ANL - Diógenes da Cunha Lima- Presidente

sábado, 7 de março de 2015

Música alta pode levar um bilhão de jovens a surdez; saiba como se proteger

  • 6 março 2015
Crédito: OMS
A OMS recomenda não usar fones de ouvido durante mais de uma hora por dia, e a um nível baixo. No volume máximo, o máximo permitido são apenas quatro minutos
O barulho está por toda a parte. Mas a epidemia de ruído dos dias atuais acontece, no entanto, em silêncio. Mais especificamente dentro dos fones de ouvido.
Ninguém está a salvo dela, mas o problema, que já se tornou crônico, afeta particularmente os jovens.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que 1,1 bilhão de jovens em todo o mundo correm risco de sofrer perda auditiva devido à exposição ao barulho causada por seus hábitos diários.
Nos países desenvolvidos, a situação é tão grave que, de acordo com estimativas, mais de 43 milhões de pessoas, entre 12 e 35 anos, já sofrem de surdez incapacitante.
Em um relatório publicado por ocasião do Dia Internacional do Cuidado Auditivo, comemorado na última terça-feira, 3 de março, a OMS estimou que 50% dessa faixa etária (12 a 35 anos) está exposta a riscos pelo uso excessivo de tocadores de mp3 e smartphones, e 40% pelos níveis de ruído prejudiciais de discotecas e bares.
Mas como saber quando estamos causando danos, talvez irreversíveis, a nossos ouvidos?
Especialistas avaliam que 85 decibéis (dB) até 8 horas é o nível máximo de exposição sem riscos a que um ser humano pode se submeter. Esse período de tempo diminui na medida em que a intensidade do som aumenta.
Não se trata de uma tarefa fácil, especialmente considerando que o volume de dispositivos de áudio pessoais, como tocadores de mp3, pode variar entre 75 dB e 136 dB no nível máximo.
O relatório da OMS recomenda, contudo, que as pessoas usem esses aparelhos não mais do que uma hora por dia e a um volume baixo.
Já em discotecas e bares, os níveis de ruído podem variar entre 104 dB e 112 dB. De acordo com os parâmetros determinados pelo órgão da ONU, permanecer mais de 15 minutos nesses locais não é seguro. O mesmo se aplica em instalações esportivas, onde o nível de ruído oscila entre 80 dB e 117 dB.
Segundo médicos, a exposição a esses ambientes provoca cansaço nas células sensoriais auditivas. O resultado é a perda temporária da audição ou acúfeno (sensação de zumbido no ouvido).
A capacidade auditiva melhora na medida em que as células se recuperam, mas quando "os sons são muito fortes ou a exposição ocorre regularmente ou de forma prolongada, as células sensoriais e outras estruturas podem ser danificadas permanentemente, causando uma perda irreversível da audição", informa a OMS.
Para se ter uma ideia, uma pessoa que ouve 15 minutos de música a 100 dB está exposta a níveis semelhantes de ruído aos níveis enfrentados por um operário que trabalhe oito horas por dia a 85 dB.

Exposição segura ao som

(OMS)
Segundo a OMS, 85 decibéis (dB) até 8 horas é o nível máximo de exposição sem riscos a que um ser humano pode se submeter
Confira o volume máximo de exposição ao som que a OMS considera seguro:
  • 85 dB: nível de ruído no interior de um carro. Tempo máximo seguro: oito horas.
  • 90 dB: cortador de grama. Tempo máximo seguro: Duas horas e 30 minutos.
  • 95 dB: ruído médio de uma motocicleta. Tempo máximo seguro: 47 minutos.
  • 100 dB: buzina de um carro ou metrô. Tempo máximo seguro: 15 minutos.
  • 105 dB: tocador de mp3 no volume máximo. Tempo máximo seguro: Quatro minutos.
No relatório, a OMS também fez algumas recomendações para quem pretende proteger a audição. São elas:
  • Mantenha o volume baixo.
Regule o volume de seu tocador de mp3 para que nunca exceda 60% do volume total. Use tampões de ouvido toda vez que for a um evento onde o ambiente seja extremamente barulhento, como discotecas ou bares.
  • Limite o tempo gasto em atividades barulhentas.
A duração da exposição ao ruído é um dos principais fatores por trás da perda de audição. É aconselhável fazer breves descansos auditivos e limitar a uma hora diária o uso de fones de ouvido.
  • Preste atenção aos níveis seguros de exposição ao ruído.
Use a tecnologia dos smartphones para ajudá-lo a medir os níveis de exposição ao ruído.
  • Preste atenção aos primeiros sinais de perda de audição.
A OMS recomenda procurar imediatamente um médico se houver dificuldades para ouvir sons agudos, como campainha, telefone ou despertador, ou entender a conversa por telefone e até mesmo em ambientes barulhentos.

domingo, 1 de março de 2015

DO QUOTIDIANO  EU FAÇO CRÔNICAS – I
Por Eduardo Gosson(*)
JACINTO, UM HOMEM BOM

Para quem não sabe Jacinto é o meu barbeiro ou melhor dizendo o nosso barbeiro. Ele mora e corta cabelo lá  na Rua Juvino Barreto, próximo  ao restaurante do SESC, quase no lugar onde viveu o poeta Antonio Pinto de Medeiros. Jacinto tem uma particularidade que o distingue: ele corta os cabelos dos nossos homens  de letras e a sua cadeira é mais disputada do que as da Academia  Norte –Rio-Grandense de Letras. Na barbearia do seu Jacinto funciona uma pequena biblioteca de autores potiguares, sem burocracia. Vejamos os escritores que ajeitam o seu visual com Jacinto: Deífilo Gurgel (in memoriam). Tem vários livros autografados pelo nosso poeta e folclorista; Moacyr Cirne (in memoriam) foi uma indicação minha. Encontrei-me com o papa do Poema-Processo em plena Avenida Rio Branco e este me disse que gostaria de cortar o cabelo e aparar a barba com um barbeiro tradicional. Foi e gostou. Nunca mais deixou de ir; Eduardo Gosson, Ubiratan Queiroz, irmão da cineasta Jussara Queiroz, entre outros.
Mas o que mais chama atenção em seu Jacinto são três elementos: simplicidade, humildade e bondade. Quando vou até lá cortar os poucos cabelos que restam não dá mais vontade de ir embora. Seu Jacinto  ao contrário do poema de Luís Carlos Guimarães não é necessariamente funcionário publico, mas tem mulher, filhos (o3) e (05) cinco netos. E também não mora no Edifício Flor das Laranjeiras; seu Jacinto mora em nosso coração!
Viva o povo brasileiro!
(*)Eduardo Gosson é poeta. Presidiu a União Brasileira de Escritores – UBE (2008-2013)