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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte | Assessoria de Imprensa

Projeto de Lei visa instituir Comenda Poética Renato Caldas

Crédito da foto: Assessoria de Comunicação
 
Como forma de reconhecimento às pessoas que produzem poemas nos mais variados estilos no Rio Grande do Norte e buscando o incentivo à produção e a valorização dessa cultura tão representativa em solo potiguar, o deputado George Soares (PR) protocolou na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, na penúltima sessão ordinária deste ano, Projeto de Lei que institui a Comenda Poética Renato Caldas.

“É importante destacar que a Comenda Poética Renato Caldas se destina à produção literária exclusivamente na modalidade poética, de modo que todas as demais vertentes literárias e, mais ainda, todas as demais formas de produção cultural não serão contempladas com esse distintivo. A comenda não prejudicará em qualquer hipótese a concessão da Medalha Cultural Câmara Cascudo, que continuará a ser concedida normalmente, segundo seus próprios critérios”, justifica o parlamentar.

O patrono da Comenda, Renato Caldas, nasceu em Assu no dia 8 de outubro de 1902, filho do casal Enéas da Silva Caldas e Neófita de Oliveira Caldas. Poeta consagrado projetou-se no cenário cultural e rompeu fronteiras, adotando para os seus versos, com naturalidade, o gênero matuto, estilo que lhe rendeu glórias e proporcionou respeito no meio literário, levando o nome da sua terra natal aos mais apartados rincões do País.

“Renato Caldas foi o poeta de Fulô do Mato (sete edições), Poesias, Meu Rio Grande do Norte e Pé de Escada, este último em parceria com João Marcolino de Vasconcelos”, destaca o deputado propositor.

A Comenda será entregue anualmente, a no máximo seis poetas, com relevante atuação em qualquer um dos gêneros de criação poética. Pela proposta a comenda será entregue em sessão solene da Assembleia Legislativa no dia 14 de março, - Dia da Poesia -, ou em data útil subsequente.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

E HAVIA UMA DESPEDIDA NAQUELE FIM DE TARDE
 “Segura na mão de Deus e vai
Por Eduardo Gosson (*)

Naquele final da  tarde  fui buscar minha neta Rebeca  na casa de sua mãe, na Natal velha. Do quintal avista-se o rio Potengi onde o poeta Lourival Açucena nos primeiros trinta anos do século XX banhava-se em suas águas. Naquele tempo o rio não era poluído.
Lá chegando encontrei-me com o filho Thiago que vive o drama da dependência química. E pude observar em cada gesto uma despedida: ela louca pelo pai, a figura masculina; ele louco por ela mas incapaz de vencer o vício. Ele louco para fazer a viagem final para poder se juntar ao irmão Fausto. A vida aqui sem   o seu irmão não tem mais nenhum sentido. Um dia este velho bardo contará a mais bela história entre irmãos, síntese da IGUALDADE, da LIBERDADE e   da FRATERNIDADE. Tudo destruído pela droga.
Enquanto  trocavam olhares, a tarde escurecia sob um calor infernal e a noite  antecipava as trevas.

(*) Eduardo Gosson é Poeta e Escritor. Presidirá a UBE-RN para o biênio (2016-2017)