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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Lembrança de Maria José Cortês Caldas,

Roberto Lima, ao centro, no lançamento de livro de Ana Maria Cortez Gomes, em 2014.
UMA BREVE E ANTIGA LEMBRANÇA DE MARIA JOSÉ.
Há pessoas que partem, mesmo partidas definitivas, mas deixando a sensação de um dever, uma missão cumprida e uma bagagem de lembranças, mesmo naqueles que parecem um pouco ou um tanto distantes.
Maria José Cortez Gomes Caldas foi assim. Era bisneta de uma mulher extraordinária, Josepha Agostinho de Aguiar (vovó Zefinha), que era minha bisavó também.Vovó Zefinha foi uma mulher que mudou o rumo de gerações que se seguiram, A mãe de Maria José foi outra extraordinário mulher: Maria da Natividade Cortez Gomes, a escritora Nati Cortez. Nati foi mãe de mais de 18 filhos. Criou dezessete. Maria José era uma das filhas mais velhas e auxilou a sua mãe na criação dos mais novos. Foi para eles mais que uma irmã, uma segunda mãe. A nossa bisavó comum, Vovó Zefinha, morava em nossa casa, mas passava "temporadas" - como dizia - na casa de Nati. Sempre que vovó Zefinha voltava dessas temporadas, falava das atitudes de Maria José. Contava de como resolvedora, de como e administrava tudo na casa. Naquela época, eu estudava na segunda série do curso primário com Dona Maria Dourado. Vovó Zefinha me ajudava a preparar a leitura das lições... Lembro-me de que, em uma dessas lições do livro da 2ª séria "Vamos Estudar?", havia um personagem chamado de "Seu Fulgência", que era um homem que resolvida tudo em uma fazenda. Mesmo para as coisas mais difíceis ele tinha uma solução inesperada. Em certa passagem da leitura, vovó Zefinha se deparou com a frase: "Seu Fulgência é pau pra toda obra" . E a partir daquele dia, passou a chamar Maria José de "Seu Fulgêncio"!
Essa lembrança, faz parte das mina lembranças antigas, mas antigas porque duradouras, e duradouras porque marcantes, e marcantes de momentos significativos em nossas vidas...
Faz sete dias que Maria José partiu... Todos sentimos muito mesmo, mas ela deixou além da sensação do dever e da missão cumprida, essas lembranças que compartilho, com os amigos e familiares e especialmente com os amigos do Face Ana Maria Cortez Gomes, João Maria Cortez Gomes, Luiz Gonzaga Cortez, Galgany Cortês Caldas, Henriette Cortez... Abraços imensos para vocês... Transmitam a todos os irmãos, filhos e demais parentes de Maria José, os nossos sentimentos e a admiração que perdura pela memória dessaa grande mulher que soube ser na vida!
Comentários
Galgany Cortês Caldas Muito obrigada primo por esse depoimento e lembrança de mamãe.
Fico feliz em saber um pouco da história de mamãe quando criança e adolescentes. Sempre muito bom ouvir ou saber de como ela era .
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Antonia Freitas Neta MEU AMIGO, CONHECI D.ZEFINHA E A HONRA DE CONHECER M.JOSE. MEU BEIJO
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João Maria Cortez Gomes Olá Roberto Lima de Souza. Gostei muito de seu depoimento sobre a minha irmã Maria José (Maizé) e mergulhando no período da nossa infância. Sofri muito no período que fomos veranear na praia do Meio (1951) com os dedos com alguns insuportáveis bicho-de-pé e ela com espinho de laranjeira tirando um por um; e haja choro! Como você sabe, Maizé foi uma segunda mãe e a primeira nas preocupações caseiras e de aconselhamentos, face a rigidez na educação que meus pais tinham. Muito preocupada comigo diante das minhas artimanhas, peraltices e aventuras de adolescente; não faça isso, não pode, não deve, chegue cedo, tome cuidado. Algumas vezes, deixava uma janela do quarto sem estar fechada, para ter acesso à casa. Causei algumas preocupações; coisas de menino sem juízo! Casado, morando em Recife, aqui e acolá vinha a Natal e a visitava e gentilmente insistia para lanchar, almoçar ou jantar, ouvindo os causos, histórias e recordações de certo tempo. Paro por aqui. Abraço!
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Roberto Lima de Souza A nossa vida é feita de retalhos. Cada parente, cada amigo guarda

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